“Escassez de divisas em Moçambique conduz ao encerramento de mais de 500 empresas e à eliminação de cerca de 15 mil postos de trabalho”, revela o estudo do CIP
A escassez persistente de divisas em Moçambique terá conduzido ao encerramento de mais de 500 empresas e à eliminação de cerca de 15 mil postos de trabalho, segundo um estudo divulgado pelo Centro de Integridade Pública (CIP), que alerta para efeitos macroeconómicos prolongados associados ao actual contexto cambial.
De acordo com a Lusa, a conclusão consta da análise intitulada Impactos Macrofiscais Associados à Escassez Persistente de Divisas e à Taxa de Câmbio em Moçambique (1990-24), apresentada em Maputo e baseada em entrevistas realizadas a gestores empresariais e associações representativas do sector privado.
Segundo Tereza Boene, investigadora do CIP, a motivação central do estudo resulta da persistência das dificuldades de acesso a moeda estrangeira e da manutenção de uma taxa de câmbio considerada desalinhada face às condições efectivas do mercado.
De acordo com os dados recolhidos, as restrições no acesso às divisas reduziram, aproximadamente, em 40% a capacidade de importação das empresas, condicionando directamente os níveis de produção e a actividade económica em diversos sectores. “Dos dados a que tivemos acesso, mais de 500 empresas encerraram”, afirmou Tereza Boene durante a apresentação do estudo, acrescentando que o impacto laboral associado terá resultado na perda de mais de 15 mil empregos.
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